quinta-feira, outubro 05, 2006

Kamaradas:

Por favor vão a
www.hoteldegardona.blogspot.com .
O post apagado está lá e eu vou continuar a postar lá. Este acabou. Fiquem felizes.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Este blogue e o post abaixo, entretanto apagado, foram vítimas de ataque. Obras e recomeçemos. Com algo mais pelo meio.

Curiosamente falava de Amor. E fogo. As minhas desculpas a quem tive de apagar, também, os comentários. Insiste-se. Apesar dos crápulas, tentem ser felizes. E obrigado a estes Kamaradas pela dedicatória.

terça-feira, outubro 03, 2006


Exausto. Sem tempo. Bom dia. Como alguem disse, ou escreveu, às vezes viver sempre também cansa. Fiquem felizes e têm um grande post aqui.

segunda-feira, outubro 02, 2006


Assim, apenas. Pouco importa o que o destino vence. No fim, a superioridade ética. Tanto basta. Tersites a Aquiles. E Schonberg em Verklarte Nacht.
( Não estranhem e desculpem ir passar menos. Trabalho, espero, muito. Um abraço ao Arrebenta, a gripe a melhorar, a minha, e sejam felizes. Ao que parece, clicar no amarelo, juízo tem São Bartolomeu ).

sábado, setembro 30, 2006



Salvem-se os dias com aromas e cores. O pudor das formas. O murmúrio distante de orações distantes. O travo almiscarado que se confunde com as sombras. O som de jardins escondidos do sopro do vento. Escutar em silêncio a tarde que, silenciosa, morre junto aos muros amarelados da cidade. O riso alegre com que te escarro na cara e olho, púrpureo, flamejante, o céu que me cobre a cabeça.

( Adenda. Cliquem nos vermelhos. As fotografias são do Tiago. Ao longe, mother rose, Patti Smith. Um beijo enorme à minha filhota. Continuo a achar curioso este. E passei a noite à volta com febre e Torga: Que pestilência quando o futuro esventrar o cadáver deste tempo português. Neste país, todas as patifarias do passado às actuais, tudo nos aparece sob a cor rosada da perfeita paz de espírito. Enfim, questões circulares e recorrentes ).

sexta-feira, setembro 29, 2006

Feliz Aniversário PR. Felizmente nunca mais deixamos de te aturar.


Este post é uma brincadeira para o Sérgio que hoje faz anos. Foi feito pela Sónia. Beijinho.

quarta-feira, setembro 27, 2006


Escrevo por uma questão de sobrevivência. Falo porque a tanto sou obrigado, por poucas palavras que balbucione para disfarçar o embuste. No fim, pouca diferença faz. A aparente sonolência que nos devora o nojo dos dias, das coisas, das gentes, não esconde o corpo mal tratado. Exangue. A poalha lúbrica que me povoa. Este permanente estar amachucado. O asco. A dissimulação. O verdadeiro escritor, se calhar, será aquele que nunca escreveu nenhuma linha, como nenhuma poderá alguma vez dizer ou explicar isto. Estamos sós. Estamos sempre sós. Irremediávelmente sós.

terça-feira, setembro 26, 2006

Nada nos pertence,


sei-o. Assim, de joelhos colados ao chão. Resta olhar o céu sem fim de que falou Al-Thurthusi. Ou dizer como Simeão: vejo a beleza, vejo a claridade. Surpreenderam-se alguns nas caixas de comentários por "eles" terem poetas. Tiveram mais. Tiveram Mestres como Nizamî ou ou o imenso Rumî, a Sabedoria das confrarias Sufis que nos chegou até hoje. As palavras, essas, nos seus números e extensões, são uma Palavra Única. Disse-o mais perto de nós Ibn Qassî, Rei de Mértola, que aliou a espada a Afonso Henriques em combates comuns. Coisas que a sapiência catedrática de alguns desconhece. Deixemos pois o rancor e saibamos acolher-nos, todos, ao mesmo chão, à mesma Luz. Já o dizia o Imã Ali, 1º Imã do Islão xiita, provávelmente desconhecido do Cardeal Radtzinger: "a razão é o mensageiro da Verdade ". Omar Khayyan escreveu: pensa por ti. Do livro deixa o estudo e contempla liberto a terra e o céu, mudo. Reparte os teus bens e ignora a maldade. Depois, esconde-te, se queres sorrir de tudo. Sejam felizes.
( Adenda. Obrigado a este, passem neste, olhem este ).

sexta-feira, setembro 22, 2006

Tempo Sagrado, RAMADÃO.


Quem puder neste tempo, conservar-se apegado a Deus, que o faça.
Imã Ali, 1º. Imã do Xiismo.

Everything is a name of God.
Imã Khomeini.



Assim saibamos, também nós, ouvir o aviso dos pássaros, como lembrava Saadi, o poeta. ( 1193-1250, Irão ). Os crentes, esses sabem que Kerbala é em todo o lado e que todos os dias são dias de Ashura. Bom dia.

a criar bolor





nós. Que é um homem se o seu maior bem, o ganho do seu tempo, é só comer e dormir? Um animal, não mais. Hamlet. Com o pensamento na Sofonisba de Lohenstein. Assim: Bom, vejamos o anjo e a sua beleza! Primeiro tiro-te o vestido roubado. Nem a roupa de um mendigo tem uma tal torpeza. (...) A cabeça é de cisne mas o corpo é de porco. Lembram-se? Adiante. No alto de uma colina coberta de rosas, em Budapeste, sereno repousa Gul Baba, santo muçulmano do século XVI. A infâmia atrai cumplicidades, disse-o alguem, algures, que não recordo. Nós somos os nossos valores e princípios, aquilo em que cremos, escreveu-o longe de Roma mas em dias semelhantes a estes, Marco Aurélio. O resto é mera presunção patética e arrogante, a raiar o kitsch obsceno travestido de cultura, de quem não tem alicerçes de Cultura e vive de enfeites intelectuais. Mea culpa, mea culpa. Mesmo quando guardo num recanto especial o bom velho Céline e se ouço falar na dita também me apetece sacar logo da pistola. Ao certo, gosto de labirintos e da tranquilidade com que os Trácios choravam os nascimentos e festejavam as mortes. Uma questão de Liberdade. Fiquem bem, fiquem felizes.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Escuta! Ouves o mar?



Rei Lear. Assim o sabiam, também, Keats e Joyce. O regresso a que estamos sempre obrigados. Pela manhã chegou a chuva, aqui, torrencial. Ávida. Urgente. A rodar, Stripped, Depeche Mode. Cheirar a terra, clarear a respiração e o olhar. Tenho mortos, ( Rilke ), e não os levo comigo. Ardam, agora que chegada é a hora dos punhais. De rasgar, por fim, dor, trevas e podridões, muitas. Todo o sacrifício é tempo de festa. E com a água, advento de novos dias. Morreste. Felizmente. Eclesiastes, 3.: Todas as coisas têm o seu tempo e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora. Bom dia Kamaradas.

quarta-feira, setembro 20, 2006

De passagem para dizer olá a toda a gente.



Porque acordei com saudades da Hubertus Strs., fumar um cigarro, café e os Sonic Youth em Dirty. Acordar e ouvir. Sentir. Ver, depois. E lembrar-me de um filósofo: fazes lembrar uma anedota. Logo, o epitáfio da morte de um sentimento. Termina em comédia, escreveu-o Peter Schneider. Mas assim como assim, até à gargalhada final ainda vai um tempo. Cícero, mais sisudo, disse: quod crebro videt non miratur, etiam si cur fiat nescit. Quod ante non viderit, id si evenerit ostentum esse censet. Vou voltando quando calhar. Por agora ando, por uma vez, ocupado comigo. Mesmo sabendo que com isso deixamos sempre alguem ou alguma coisa pelo caminho. Seja. Basta lembrar Malvolio de Twelfth Night. Adeus aos Malvolios, portanto. Mesmo sabendo, como rabiscou Wordsworth, que " os bons morrem primeiro ". Se há algo que a idade nos ensina é a saber renunciar ao amor para enfrentar o combate e a morte. Lembra Hamlet, eu sei. Mas não as Valquírias que nos virão conduzir, no fim. Em suma. Tentem estar felizes, ou ser, que eu ando a fazer pelo mesmo. Dos dias? Bom: o Radtzinger de parvo não tem nada mas de sacana tem tudo. E o Ministro da Saúde tem um sublime sentido de humor. Apropriado às minhas horas e aos tempos que correm.

sexta-feira, setembro 15, 2006

POST. Actualizado com uma adenda.



"encontrei-os cegos, ensinei-os a ver. agora não se reconhecem e nem me vêem." (Blake)


( Não há, dizem, 1 sem duas, nem 2 sem 3. Na vida como nos blogues. Que de vez nunca é. Felizmente. Ou talvez não. Mesmo quando quem se trama com a estupidez e a maldade do mundo, já o sabemos, serem sempre as crianças. Adiante. O que tem de ser, será. Eu ando engasgado e doente. Por uma vez, com uma tranquilidade imensa, uma serena indiferença, sei que posso e quero mesmo dizer: VAI-TE FODER. E sigo adiante que, felizmente, sempre fui independente. Evitar, inflexível, evito e recuso, não quero mesmo chafurdar em escória e merda. Sou de direita, pois, que da esquerda sempre me enojou o parasitismo e o embuste de pensar que a vida se faz só de direitos e as obrigações são todas e sempre só para os outros. O défice, depois, isso, pois. Em crescendo sei que a vontade de vomitar se tornou insustentável. E tenho mesmo de vomitar. Serão saudades de outros blogues. Uma coisa sei: há coisas com que se não pode nem consegue viver. Simples, às vezes nem tanto. Mesmo sabendo que as pessoas não prestam e eu pouco ou nada gosto delas. A repugnância, outra vez. Adiante. Acordar, portanto e vir aqui dizer-vos bom fim de semana. E até um dia destes. Eu sei que estou sempre a dizer isto. Mas o cansaço é mesmo grande. Com um café, um cigarro e, vá-se lá saber porque, os Dexys em I'm justing looking. Acordar cheio de sono e preguiça com uma frase na cabeça. Der Engel schwieg. Boll. Precisamente. Leituras são leituras. Mas de teatros e encenações numa blogo titubeante ando eu farto. E repito-me. Cansado e doente. Do corpo e da alma, tenha Allah pena de mim. Se até Deus já não estiver cansado de nós. Já o escrevi também. Este blogue é feito por inteiro. Sou eu, o PR. Por isso pára. Feito sem espaço para alquimias e truques do género. Feito ao sabor do momento e do que me vai na cabeça. À flor da pele. De alquimia, aliás, só me lembro de em miúdo ver uma série onde um imbecil queria transformar merda em ouro. Ruminações, reflexões dispersas, ódios e amores. Cara na cara. Com frontalidade. E decência. Algo que, como a classe, não se aprende nem se compra. Tem-se, ou não. Tão só. Ternura, também. Disso se faz um blogue. Pegando ainda no Boll, da escrita, sim, a partir dos escombros. Dos restos. Sabendo sempre que o sangue é o dinheiro dos pobres. E que os dias se fazem e assentam nos escombros. E no levantar teimoso e repetido a partir das ruínas. Infelizmente poucos conhecem o velho ditado persa: se não gostas da imagem no espelho não partas o espelho. Parte a tua cara. Fiquem bem, sejam felizes ) .

quinta-feira, setembro 14, 2006

Do inferno. Acordar, abrir os olhos e saber que ainda estamos vivos.



SCREAM.




assim andam tantos de vela acesa em plena luz do Sol. ( William Blake ).





Depois sair. E face a tanta pantomina onde a estupidez insiste em tomar o clarão pelo fogo, morrer, dormir, nada mais Saber que tudo é pequeno como o amor de uma mulher, já o escreveu Shakespeare.

terça-feira, setembro 12, 2006

( Continuação do post debaixo ). Tralha é tralha, esterco é esterco,




mas esses, e alguns estão aí a ler isto, nunca saberão do travo do mar na boca. Essa alegria breve, Eugénio?, só comparável ao abrir de janelas na manhã após as insónias que consomem o corpo, com as dores e a ausência povoada de mentiras, esse veneno de onde não voltamos. Em tempos, no Almurahhal, escrevi sobre a minha paixão pelo xadrez. Apagaram-me meio blogue por causa disso, lembram-se? Nem por isso deixei de jogar. Xadrez. E de esperar pacientemente pelo momento do xeque mate. Aos dias, portanto. A beber a brisa da manhã, como esreveu, sempre ele, Holderlin. Paixões. Essa a vantagem dos poetas. Não deixam aroma ou odor amargo. Cada vez mais o ódio, mais que sagrado, é uma necessidade. E disso se faz, também, a beleza. Havia mais Arte na Konkret que no onanismo pantomineiro da nossa Kultura. Sei lá, ando a lembrar-me dela, da Konkret. Uma questão de abate. Seja. Este blogue vai ficar pelos motivos óbvios com a porta um bocadinho encostada. Prioridades, tempo, saúde. Enfim, coisas minhas que, para Vocês, pouco interesse têm. Inspiração, até. Mas vou postando. E passando. Os comentários ficam abertos. Gosto de Vos ver por aqui. E devo dar uma oportunidade à matilha de vir aqui ladrar à vontade. Hoje é um dia bonito. Sereno. Lento. Bom dia Kamaradas. Sejam felizes, se puderem, se souberem, se vos deixarem, se souberem mesmo que coisa é essa. A dita. A felicidade. Eu adormeci e acordei a ouvir o velhinho Neil Young de Like a hurricane. Soube bem.

domingo, setembro 10, 2006

E porque hoje é 11 de Setembro, e daqui a bocado já doze,


sai bilioso o post, aos nacos, a recordar tempos outros de KOMBATE, como bilioso ando eu. E doente, pelo que me desculpo desde já de não andar a fazer muitas visitas. E farto. Este não é um post do Sabr. É do PR. Para dar a cara aos nicks que por aí pululam. Identificado. Quanto mais a odeio mais gosto dela, da vida, dizia o alemão que de maluco não tinha nada. Anda o mundo mas por cá isto faz que faz mas não faz. Reina a corja e a canalha para descanso e sossego de quem é governado e governa. País triste de figurinhas tristes, onde manda o mais ou menos, o assim assim e até a merda prefere ser merdinha. Por mim entre pactos de regime e encenações do género, inútil por inútil, vou apanhar flores e lembrar os mortos que ninguém já lembra. Enterrem-se passado e memória para ninguém constatar a reinante mediocridade imbecil. Há dias assim. Em que se acorda mal. 2ª feira, claro. Mas ainda nem estou zangado. Às vezes, dizia o W. C. Williams, sabe bem, sabe bem, sabe bem. A globalização do calor a trazer as disfunções funcionais que aí imperam. Da hipocrisia escreveu o Borges esquecendo que é nela que assenta o pó dos séculos. Como disse, ando sem tempo e, repito, doente. Mas com raiva à flor dos dentes. Eu nunca esqueço nem penso em perdoar. A conflitos prefiro a guerra. Olhos nos olhos. Muito novo, menino ainda, alguem ensinou-me a nunca lamber as mãos. E que as contas, tarde ou cedo são ajustadas. O blogue volta ao ritmo normal assim que eu puder. A flor já a dei. Sejam felizes.

(Este é 1 post saturado do Portugal que somos. Apenas. Ainda. Sempre.)